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quarta-feira, 12 de março de 2014

Geração Y e o futuro da Igreja


Agitados, acostumados com múltiplas tarefas e sedentos por desafios. Essas são algumas características da Geração Y, termo criado pela Sociologia para descrever o comportamento dos nascidos entre as décadas de 1980 e 1990. Os jovens dessa geração cresceram em um período de estabilidade econômica, longe da repressão militar; conheceram a tecnologia desde a infância e vivem conectados à internet e nas redes sociais. No mercado de trabalho mostram-se desapegados, dispostos a trocar de emprego com mais frequência em busca de novas oportunidades e do tão desejado crescimento profissional.

Não se pode falar em jovens sem lembrar da energia que possuem. Estão dispostos a realizar diversas atividades simultaneamente, e quanto mais forem exigidos no dia-a-dia, mais realizados serão. Ao vermos a força da nova geração temos que nos perguntar: a Igreja está pronta para oferecer aos jovens a oportunidade de se tornarem autênticos seguidores de Cristo?

Desde o pontificado do Beato João Paulo II, a Igreja tem se mostrado aberta aos pensamentos e ideais da nova geração. Criador da Jornada Mundial da Juventude, o Pontífice chegou a dizer que “a Igreja só será jovem quando o jovem for Igreja”. Anos mais tarde, Bento XVI atualizou a máxima de seu antecessor, dizendo que os jovens não são o futuro, mas sim o presente de uma Igreja viva. O Papa Francisco também ressalta a importância da juventude, chamando-os de "Artesãos do Futuro".

Observando mais de perto a realidade da Igreja no Brasil, vemos a explosão da alegria provocada pelo ardor missionário dos jovens. Eles estão envolvidos em todos os tipos de atividade: ministérios de música, dança e artes, pastorais engajadas nas comunidades e com grandes trabalhos de ajuda aos mais necessitados e grupos que organizam retiros de cura e libertação para outros jovens são apenas alguns exemplos. Cada um com sua forma de ser e agir, revelam a face de Deus em tudo o que fazem.

Se algumas comunidades ainda mostram desconfiança, as palavras do Santo Padre são de coragem e esperança: "na vida existem pessoas que lhes farão propostas para coibir, para bloquear seu caminho. Por favor, caminhem contracorrente. Sejam corajosos, destemidos.". Em outras palavras: sejam como Cristo, apaixonados pelo próximo e comprometidos com a construção de um mundo melhor.